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Terça-feira, 17 de abril de 2007
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| Royal e Sarkozy, disputa calorosa |
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Por: Claudia Cândido
A disputa acirrada entre Sarkozy e Ségolène pela presidência da república começa a esquentar. No debate exibido no Canal + no início de março a candidata acusou seu principal adversário de ser um mentiroso, alguém pronto a tudo e que não respeita as regras democráticas.
E diz que utilizar as cores da bandeira francesa em campanha é proibido. Existe uma comissão de controle das operações eleitorais que proíbe os candidatos a utilizarem a bandeira nacional sobre todos os documentos da campanha.
A candidata quer que todos os cidadãos saibam que existem regras muito claras no período eleitoral e acrescenta: "Eu não acredito que o antigo ministro do interior possa ignorar esta regra."
"O Senhor Nikolas Sarkozy mente, é um mentiroso, estaria apto a se tornar presidente da República?”, questionou a candidata no debate exibido pelo Canal +.
O ex-ministro, por sua vez, aproveitou o programa para responder as ofensas de seu concorrente em relação aos graves acontecimentos ocorridos em 27 de março na Gard du Nord onde um passageiro sem bilhete de metrô fora interpelado pela polícia. Royal teria dito que a culpa era da política repressiva de Sarkozy que não deveria ter utilizado a força e a violência contra o passageiro sem bilhete e que a polícia não deveria ter feito uso excessivo da violência.
Seu adversário argumentou dizendo apoiar as forças policiais e que estava do lado das vítimas, daqueles cidadãos que pagam por seus bilhetes e que pelo visto Ségoléne preferia estar ao lado dos infratores.
Royal acusou seu adversário de fazer ataques pessoais e insultos. Sarkozy por sua vez considerou sua atitude normal e que numa campanha eleitoral dentro de uma democracia cada candidato tem o direito de dizer o que pensa e avançar seus argumentos.
Quando foi questionada sobre o a palavra "ignobel" Royal afirmou utilizar esse termo para explicar que o ponto de vista de Sarkozy era vil (ignobel) sobre a aliança entre imigração e identidade nacional após a proposição do candidato do UMP em criar um Ministério de Imigração e Identidade Nacional.
A candidata socialista diz que acredita numa França onde as pessoas aprendam a se respeitar mutuamente, na qual cada um deve obedecer aos mesmos direitos e aos mesmos deveres.
Entretanto, estas argumentações nos debates calorosos entre os adversários parece não entusiasmar os eleitores que estão mais preocupados com o desemprego e com a situação econômica no país, como também no que diz respeito a questões sociais. |
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